Este dia é comemorado desde a implantação da república em 1910, para assinalar a morte do poeta Luís Vaz de Camões, em 1580.
É também o Dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal? A devoção a este Santo já existe desde a criação do nosso país, onde em 1504 se associou uma festa anual a esta devoção 
que se perdeu no tempo e em 1952 foi inserido no calendário litúrgico português para celebrar o dia de Portugal.

Mesmo durante o Estado Novo, de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974, se manteve a celebração deste dia intitulado de Dia de Camões, de Portugal e da Raça.
Este dia começou a ser particularmente exaltado durante o regime do Estado Novo, passando a ser comemorado a nível nacional.
O Regime quis, com a comemoração do “Dia da Raça”, sublinhar a originalidade do povo português em relação aos restantes europeus, pois este povo era um dos mais antigos, 
tinha uma história de séculos e um império colonial que mais nenhum outro possuía.
Era esta “raça portuguesa” que o Estado Novo pretendia glorificar.
Esta exaltação histórica funcionou como uma espécie de suporte/apoio ao regime, sendo usada como instrumento de propaganda.
Um exemplo dessas cerimónias oficiais de propaganda, foi a inauguração do Estádio Nacional (Estádio do Jamor) que ocorreu precisamente a 10 de junho de 1944.
Após 25 de abril de 1974, este dia passou a ser conhecido como o “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”.

 

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Túmulo de Luís Vaz de Camões – Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa)